Segundo as alunas, o conteúdo divulgado no TikTok tinha como única intenção expressar surpresa diante de um caso clínico mencionado no ambiente de estágio. Elas alegam que a raridade da situação despertou a curiosidade acadêmica e as fez refletir sobre aspectos técnicos inéditos para elas. Além disso, afirmam que não tiveram acesso ao prontuário da paciente e não divulgaram nenhuma imagem de Vitória.
No entanto, a família de Vitória contestou as declarações das estudantes, afirmando que as informações mencionadas no vídeo eram inverídicas e que a paciente seguia o tratamento à risca. Após a repercussão do caso, a mãe de Vitória registrou um boletim de ocorrência e acionou o Ministério Público de São Paulo.
As instituições envolvidas, como o Incor e a Faculdade de Medicina da USP, se manifestaram repudiando as atitudes que violam os princípios da ética e confidencialidade. As universidades de origem das estudantes foram notificadas para tomar as providências cabíveis e reforçar orientações sobre conduta ética e uso responsável das redes sociais.
O caso está sendo investigado como injúria pela Secretaria da Segurança Pública e as estudantes podem ser condenadas a até seis meses de detenção ou multa. Gabrielli e Thaís estudam na Anhembi Morumbi e na Faseh, respectivamente, e as faculdades emitiram uma nota conjunta lamentando o ocorrido e se solidarizando com a família de Vitória.
A polêmica envolvendo as estudantes de medicina continua repercutindo e levantando discussões sobre ética, responsabilidade nas redes sociais e sensibilidade no trato com pacientes e questões de saúde. O desfecho desse caso ainda é incerto, mas as repercussões podem servir de alerta para a importância do respeito e da ética na prática médica.






