Aluna planta muda de Baobá em escola para combater racismo: “É preciso ter respeito e igualdade”, destaca iniciativa.

Na última quarta-feira (4), a aluna Israelle Santiago fez história ao realizar o plantio da primeira muda de Baobá na Escola Municipal Padre Pinho, localizada em Cruz das Almas. O gesto simbólico marcou a resistência e o combate ao racismo nas unidades públicas de ensino municipais, promovendo um momento de conscientização e espiritualidade.

Israelle, que foi vítima de racismo, expressou sua emoção ao participar do ritual sagrado da resistência negra. A experiência de plantar uma árvore pela primeira vez foi descrita por ela como “muito legal e importante”. A iniciativa contou com a presença de 700 estudantes durante o evento intitulado “A escuta ativa como instrumento de construção de diálogos antirracistas na escola”, parte da série de encontros “Pode Falar. A Gente Escuta!”.

A ação foi organizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio da Secretaria de Educação de Maceió (Semed), e teve como objetivo promover a reflexão sobre o racismo e incentivar a construção de diálogos antirracistas no ambiente escolar. Thamara Santiago, mãe de Israelle, expressou seu orgulho pela filha, que se tornou um símbolo no combate ao racismo nas escolas públicas da capital alagoana.

Para Silmara Mendes, assistente social da Padre Pinho, é fundamental desenvolver atividades culturais, artísticas e religiosas na escola para combater o racismo e promover a igualdade entre os alunos. A proposta do Instituto Raízes de Áfricas é criar espaços de escuta para os estudantes compartilharem suas experiências com o racismo e colaborarem na elaboração de protocolos de prevenção contra essa prática.

Dessa forma, a plantação do Baobá na Escola Municipal Padre Pinho representa não apenas um ato simbólico, mas também uma iniciativa concreta de empoderamento e conscientização sobre a importância da igualdade e do respeito étnico-racial nas instituições de ensino. A expectativa é que essa ação pioneira no Brasil inspire outras escolas a adotarem medidas semelhantes em prol da diversidade e da inclusão.

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