À medida que a sociedade busca por alimentos “confortáveis” em períodos de ansiedade, um ciclo vicioso se instala, causando inflamações gástricas e mal-estar geral. A relação entre a alimentação e o estado emocional é complexa; frequentemente, os indivíduos recorrem a opções pouco saudáveis que, enquanto momentaneamente prazerosas, provocam efeitos adversos, como gastrites e refluxo.
Cibele explica que a agressão ácida provocada por bebidas estimulantes consumidas sem a companhia de alimentos sólidos pode elevar os níveis de acidez estomacal de forma perigosamente elevada. Com isso, o estômago, exposto a altas concentrações de ácido, se torna vulnerável. Além disso, o consumo de embutidos, muitas vezes tratados como práticos e rápidos, é repleto de substâncias químicas que irritam a mucosa gástrica — algumas delas até classificadas como carcinogênicas pela Organização Mundial da Saúde.
A problemática se agrava com a inclusão de refrigerantes na dieta, onde os edulcorantes artificiais não apenas causam distensão abdominal, mas também alteram a microbiota intestinal, contribuindo para desconfortos adicionais. Por outro lado, o consumo frequente de frituras apresenta um desafio à digestão, uma vez que as gorduras exigem um esforço extra do organismo, retardando o esvaziamento gástrico e perpetuando a sensação de queimação.
Cibele ainda destaca a importância de uma conexão mais saudável entre a mente e o prato, sugerindo que, para interromper esse ciclo prejudicial, é imprescindível realizar substituições conscientes e priorizar alimentos naturais. Estar atento às reações do corpo após cada refeição é essencial para a recuperação da saúde digestiva. Essa mudança de abordagem pode ser crucial para restaurar não apenas o bem-estar físico, mas também a saúde emocional. Priorizar alimentos de verdade em vez dos ultraprocessados e evitar o consumo solitário de estimulantes são passos fundamentais nessa jornada.





