De acordo com Nogueira, Marçal teria mais chances contra Guilherme Boulos em um eventual segundo turno. Em uma pesquisa divulgada pela Quaest, Boulos aparece com 42% das intenções de voto, contra 36% de Marçal em um possível confronto direto. Por outro lado, Nunes vence ambos os candidatos nos cenários testados.
Questionado sobre a divisão do voto bolsonarista entre Nunes e Marçal, Nogueira não demonstrou preocupação, argumentando que Nunes também conquista outras parcelas do eleitorado. Ele lembrou que Jair Bolsonaro não teve uma votação majoritária em São Paulo nas últimas eleições. Na cidade, o ex-presidente Lula obteve 47,5% dos votos, enquanto Bolsonaro ficou com 38%.
Nogueira também comentou sobre o perfil de Marçal, afirmando que o empresário não é bolsonarista, mas sim deseja ser como Bolsonaro. Ele destacou que tanto ele quanto Nunes não seguem uma linha tão evidente do bolsonarismo. Segundo o senador, o principal erro de Marçal foi sua tentativa frustrada de participar do ato do 7 de Setembro na Avenida Paulista, onde acabou sendo criticado por Bolsonaro.
A última pesquisa Quaest apontou uma queda de oito pontos nas intenções de voto de Marçal entre os eleitores de Bolsonaro. Nogueira acredita que esse recuo pode ser reflexo do episódio do 7 de Setembro. Marçal passou de 50% para 42% nesse grupo, enquanto Nunes, candidato apoiado por Bolsonaro, subiu de 32% para 35% nas intenções de voto.






