A medida ocorre em um contexto em que Bolsonaro estava detido na sede da PF desde o final de novembro de 2025. Sua nova prisão, embora considerada uma mudança, ainda gera controvérsias e debates acalorados entre a classe política e o Judiciário. O ex-presidente, que enfrenta sérios problemas de saúde, incluindo uma cirurgia recente para correção de hérnia inguinal bilateral, passou por várias emergências médicas nos últimos dias, levantando preocupações sobre sua condição e bem-estar.
Por sua vez, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e esposa do ex-presidente, solicitou um encontro com o ministro do STF Gilmar Mendes, no qual argumentou pela mudança da prisão de seu esposo para um regime domiciliar, alegando que a saúde de Bolsonaro não permitiria sua permanência nas condições atuais. Apesar de haver uma percepção entre alguns membros da alta corte de que sua saúde justifica um tratamento diferente, Moraes já rejeitou pedidos anteriores para que o ex-presidente fosse colocado em prisão domiciliar.
As discussões em torno da saúde de Bolsonaro e sua situação legal colocam em foco a complexidade do sistema judiciário brasileiro, evidenciando a interseção entre questões de saúde, direitos humanos e a manutenção da ordem pública. O caso continua a ser acompanhado de perto pela mídia e pela população, refletindo as tensões persistentes no cenário político nacional. Enquanto isso, a defesa do ex-presidente continua a explorar opções legais em busca de uma resolução favorável, tanto para a liberdade como para a saúde de Bolsonaro.







