A nota da Alerj, assinada pelo seu presidente Douglas Ruas, destaca a “inaceitabilidade” de generalizar ou criminalizar a atuação dos políticos da Casa. Segundo Ruas, é fundamental que todas as autoridades, incluindo o chefe do Executivo, respeitem as instituições e seus membros. A Assembleia destacou que os desafios enfrentados pelo estado em termos de segurança pública não podem ser atribuídos à sua atuação, mas sim a questões estruturais como a deficiência de políticas nacionais para combater o tráfico de armas e a fragilidade no controle das fronteiras, que possibilitam a atuação de facções criminosas.
A Alerj também sublinhou a importância da “união institucional, equilíbrio e responsabilidade”, especialmente em tempos de crise. O comunicado critica a retórica que poderia fomentar divisões políticas desnecessárias e sugere que tal postura não contribui para o fortalecimento das instituições, mas, ao contrário, as fragiliza.
Os comentários de Lula ocorreram em um momento em que se discutia a possibilidade de uma eleição indireta para a escolha do novo governador, uma proposta que foi rapidamente barrada pela Justiça. Durante sua visita à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Zona Norte do Rio, o presidente enfatizou a urgência de desmantelar as áreas controlladas por milícias e reafirmou a necessidade de ações vigorosas contra políticos que estariam ligados a organizações criminosas.
Nesse clima de tensão e trocas de palavras, fica evidente que as relações entre o governo federal e o legislativo fluminense demandam um diálogo mais profundo, evitando assim interpretações que possam gerar conflitos e prejudicar a governabilidade no estado.





