O pedido formal apresentado pela Alerj enfatiza a relevância da eleição de Ruas, ocorrida em 17 de abril de 2026. A Assembleia argumenta que a investidura e o exercício de sua função como presidente constituem um fato novo que deve ser considerado para alterar a situação de interinidade. Dessa forma, a proposta solicita que o Supremo reconheça a condição de Douglas Ruas como primeiro sucessor constitucional e, consequentemente, determine a transferência do comando do governo que atualmente está nas mãos do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
A necessidade de uma decisão rápida é evidente, uma vez que a situação de interinidade gerou impasses que travaram o avanço das funções executivas. O Supremo já havia decidido anteriormente que Couto continuaria à frente do governo até deliberar sobre o modelo de sucessão estabelecido. Essa determinação impediu a ascensão automática de Ruas ao cargo, já que o espaço se tornou vago após a cassação de Rodrigo Bacellar, seu antecessor.
Douglas Ruas, que se apresenta como pré-candidato ao governo do Rio nas próximas eleições de outubro, pretende estabelecer um diálogo com Couto e com o próprio STF para buscar uma solução eficaz para essa crise institucional. Aliados de Ruas já estavam se preparando para uma comunicação formal ao Supremo sobre a nova presidência da Alerj, acreditando que isso poderia levar a uma revisão sobre a permanência de Couto no cargo.
O cenário político fluminense, marcado por incertezas e disputas, exige atenção às movimentações institucionais. Com a Alerj agora em busca de uma definição, espera-se que o STF se posicione rapidamente para evitar um prolongamento da instabilidade que vem afetando o estado e sua administração.







