Alemanha Antecipará Compromissos da OTAN e Chegará a 3,5% do PIB em 2029, Afirma Chanceler Friedrich Merz antes de Cúpula em Ancara.

Em um pronunciamento à imprensa, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, anunciou que o país se comprometerá a antecipar-se na realização de suas obrigações perante a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Merz revelou que a Alemanha irá atingir a meta de gastos com defesa de 3,5% do PIB, estabelecida durante uma conferência em Haia, já em 2029, o que representa um avanço significativo em relação ao cronograma previamente acordado.

Essas declarações surgem em um contexto de novas críticas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em suas redes sociais, Trump se referiu às contribuições financeiras de outros membros da OTAN como “ridículas” e “desequilibradas”, acusando especificamente a Alemanha de manter um orçamento de defesa insuficiente em comparação ao dos EUA entre os anos de 2014 e 2025.

Merz enfatizou que, como o maior país da União Europeia, a Alemanha possui a responsabilidade de fortalecer sua capacidade militar em nível continental. “Nesse aspecto, não temos motivos para nos sentirmos inferiores a ninguém”, destacou, acrescentando que a Alemanha está determinada a honrar seu papel na segurança coletiva.

A declaração do chanceler ocorre à véspera de uma importante cúpula da OTAN, programada para a próxima semana em Ancara. Este encontro é aguardado com expectativa, especialmente após os recentes apelos de Washington para que os aliados aumentem seus investimentos em defesa. A aliança, sob pressão dos EUA, concordou em revisar suas metas para gastos militares, que agora incluem um novo objetivo de 3,5% do PIB até 2035, superando a meta anterior de 2%.

A decisão da Alemanha de acelerar seus investimentos em defesa não apenas responde a questões internas, mas também é uma tentativa de alinhar-se com as expectativas de seus aliados na OTAN, em um momento em que a segurança europeia enfrenta desafios crescente. Com a cúpula se aproximando, os debates sobre segurança e cooperação na aliança atlântica devem ganhar ainda mais destaque, refletindo as ansiedades geopolíticas que permeiam a região.

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