O ex-parlamentar descreve o estado da saúde pública como um “drama estrutural”, afirmando que, apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) ter sido criado como um modelo de acesso universal, a realidade é de um sistema que muitas vezes falha em atender às necessidades da população. Rebelo destacou que a morosidade no atendimento pode ser fatal, transformando a espera por consultas e tratamentos em riscos de vida.
Em relação à educação, ele foi contundente, afirmando que “a educação básica no Brasil é uma vergonha”. Para ele, é necessário priorizar a educação, reforçando a autoridade dos professores e resgatando a disciplina nas salas de aula. Rebelo sugeriu que, em sua visão, os alunos devem respeitar os educadores como os principais agentes de aprendizado.
Na esfera da segurança pública, Rebelo identificou a violência do crime organizado como a questão mais premente, clamando por uma resposta governamental que mantenha o monopólio da força no Estado. Ele defendeu a implementação de leis específicas para tratar de organizações criminosas, propondo um enfoque diferenciado para enfrentá-las.
O ex-ministro não poupou críticas ao atual cenário econômico, que, segundo ele, sofre de estagnação e uma dependência excessiva de programas assistencialistas. Ele facultou a ideia de que o Brasil necessita de um “choque de investimento” para reativar a economia, elencando a burocracia e as restrições ambientais como impedimentos ao progresso.
No campo internacional, sua visão sobre a agenda climática é igualmente crítica. Ele avaliou que as recentes conferências sobre mudanças climáticas não atendem mais às necessidades reais dos países e que o Brasil deve focar seus esforços em garantir a soberania sobre seus recursos naturais, alinhando-se a grupos como o BRICS para resguardar seus interesses.
Por fim, Rebelo defendeu uma anistia ampla como ferramenta de pacificação nacional, citando a história do Brasil como um país que frequentemente recorre a esse instrumento para deixar conflitos do passado para trás e permitir a construção de um futuro mais pacífico. Ele também abordou sua trajetória política e seus valores, que considera “inegociáveis”: o nacionalismo, a redução das desigualdades e a defesa da democracia e da liberdade.
