Nos bastidores, há informações de que Alcolumbre gostaria que o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, assumisse a relatoria da PEC. Essa escolha, na visão de Alcolumbre, poderia abrir novas avenidas para a reconciliação entre o Senado e o Palácio do Planalto. O relacionamento entre Alcolumbre e Lula tem se deteriorado, especialmente após a recusa da indicação de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A resistência de Alcolumbre em apoiar a nomeação de Messias foi interpretada como um dos obstáculos que dificultaram a construção de uma candidatura sólida para o Ally da União.
No entanto, Pacheco tem se mostrado relutante em assumir essa responsabilidade. O senador de Minas Gerais não quer se comprometer com uma proposta que possui grande apelo popular, especialmente em um momento em que ele se aproxima do final de sua carreira política. A situação também é delicada, uma vez que Pacheco era visto como o principal candidato apoiado por Lula para concorrer ao governo de Minas Gerais. Para alinhar suas opções, ele fez a transição do PSD para o PSB, tentando assegurar uma plataforma eleitoral para sua candidatura.
Na eventualidade de Pacheco recusar a relatoria da PEC, a expectativa é que o senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas, assuma essa tarefa. A condução da análise na Casa pode ser crucial não apenas para o futuro da proposta, mas também para a dinâmica política e as relações entre os diferentes poderes. Diante desse cenário, fica evidente que a situação política segue em ebulição, com reflexos importantes nas articulações entre senadores e a presidência da República.





