A PEC aguarda despacho de Alcolumbre para ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas a pressão por agilidade é palpável. Embora tenha sinalizado que discutiría a questão com líderes partidários, Alcolumbre recuou, cancelando uma reunião crucial com o presidente da CCJ, Otto Alencar. Essa incerteza deixa aliados preocupados, pois o início da votação poderá ser adiado se não houver um consenso rápido. Para o governo, a urgência é clara: as mudanças registrariam impacto nas leis trabalhistas antes das eleições, reforçando a agenda social da administração de Luiz Inácio Lula da Silva.
Os defensores da PEC argumentam que a redução da jornada permitirá aos trabalhadores maior qualidade de vida, além de garantir dois dias de folga remunerada. No entanto, Alcolumbre expressou preocupação quanto à pressão para a votação de projetos significativos em um ano eleitoral, alertando para o risco fiscal de aprovar medidas populares às vésperas do pleito. Ele criticou a utilização das redes sociais para pressioná-lo, atribuindo parte dessa articulação a adversários políticos.
Enquanto o governo pressiona pela rápida aprovação, a oposição busca impedir o avanço da PEC, propondo alternativas, como um projeto de pagamento por hora trabalhada, que goza do apoio de entidades empresariais e do senador Flávio Bolsonaro. A tramitação da PEC 6×1, portanto, segue um caminho incerto em meio a um jogo político onde pressões de diferentes lados se intensificam cada vez mais. A dúvida permanece: até que ponto os atores políticos podem chegar até o início da campanha eleitoral?





