Na última quinta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, resolveu enviar a indicação de Messias à CCJ. Essa etapa é fundamental, uma vez que o parecer da comissão determina a continuidade do processo legislativo. A sabatina do advogado-geral da União está agendada para o dia 29 de abril, e segundo fontes próximas ao governo, Alcolumbre já comunicou a seus aliados que não pretende atrasar essa etapa.
A confiança do governo também se deve a uma contagem prévia de votos realizada por lideranças da base governista no Senado. De acordo com a análise, Jorge Messias deve contar com apoio suficiente para sua aprovação tanto na CCJ quanto no plenário. Há uma percepção de que a intenção de Alcolumbre em não postergar a votação é um sinal de que os ventos estão a favor do candidato.
Além disso, senadores ligados ao governo apontam que a atual situação política, marcada pela possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Gerais, pode levar Alcolumbre a uma postura menos resistente em relação a Messias. A movimentação política ativa aumenta ainda mais o otimismo em relação à aprovação do indicado.
Os aliados de Lula manifestam a expectativa de que Messias consiga um desempenho superior ao do atual ministro do STF, Flávio Dino, que obteve 47 votos durante sua sabatina. Esse cenário otimista reflete a articulação e o fortalecimento das bases do governo no Senado, em um momento marcado por desafios e novas alianças. A aprovação de Jorge Messias pode ser um marco significativo na trajetória do governo Lula e um indicativo de estabilidade no relacionamento entre o Executivo e o Legislativo. A próxima sabatina será, portanto, um teste importante para a sua construção política.
