O vice-presidente chamou a atenção para a automação e o uso de inteligência artificial em setores tradicionais, como a agricultura e a indústria. Segundo ele, esses avanços tecnológicos estão reduzindo a necessidade de mão de obra, o que torna urgente a discussão sobre a redução da carga horária de trabalho. Alckmin, que defende uma jornada de seis dias com um dia de folga, argumentou que é essencial adaptação às novas condições de trabalho, especialmente para aqueles que equilibram responsabilidades profissionais e familiares.
A automação nas fábricas e a mecanização agrícola foram citadas como exemplos de um cenário que não apenas elimina postos de trabalho, mas também aprofunda a desigualdade ao concentrar mais riqueza nas mãos de poucos. O vice-presidente ilustrou sua argumentação com a evolução da tecnologia, mencionando que, há trinta anos, o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov ainda conseguia vencer computadores, mas que, desde então, os programas de inteligência artificial não têm mais sido derrotados por humanos.
Alckmin também abordou questões tributárias, propondo isenção do imposto de renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais e redução para quem ganha até R$ 7.250, propondo uma maior tributação sobre as rendas mais altas. Ele criticou o atual sistema que onera mais o consumo e não faz uma distribuição justa de impostos proporcional à renda dos cidadãos.
Além disso, em termos de previdência, Alckmin defendeu ajustes que se concentrem nos benefícios mais altos, ressaltando as desigualdades entre os déficits do INSS e do setor público. O vice-presidente mencionou casos de salários extremamente altos no serviço público, argumentando que mudanças são necessárias para combater privilégios.
Por fim, Alckmin reiterou seu apoio à reeleição do presidente Lula e à defesa da democracia, enfatizando que um sindicato forte é fundamental para a preservação dos direitos trabalhistas e da liberdade no país. Ele também refletiu sobre as conquistas sociais trazidas pela Constituição de 1988, destacando a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e da equiparação das aposentadorias.
