Alckmin Defende Ação dos Estados para Controlar Preços de Combustíveis em Meio à Crise Internacional

No último dia 27 de março, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, fez um apelo para que os governos estaduais se unam aos esforços do governo federal para controlar os preços dos combustíveis no Brasil. As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva em São Paulo, após a participação de Alckmin em um seminário da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que figura como uma das prioridades da sua gestão no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Alckmin reconheceu que, devido ao contexto desafiador da escalada de conflitos entre os Estados Unidos e o Irã, o Brasil está sentindo o impacto direto dessa turbulência no setor energético. “Seria muito importante a ajuda dos estados. O presidente Lula deu um passo correto. Nós não temos o poder de acabar com a guerra, mas estamos enfrentando as consequências”, afirmou. Ele destacou as medidas tomadas pelo governo, que incluiu a isenção de impostos sobre o diesel, como PIS e Cofins, além de um subsídio destinado a proteger o consumidor.

O vice-presidente ressaltou a importância da colaboração dos estados no enfrentamento do problema, sugerindo que, se possível, estes poderiam contribuir para um esforço coletivo maior. Ele expressou esperança de que a situação econômica relacionada aos combustíveis se torne transitória e que, com o término do conflito no Oriente Médio, os preços do petróleo voltem aos níveis anteriores.

O governo federal, buscando uma solução pragmática, está em negociações com os estados para implementar uma subvenção de R$ 1,20 por litro no preço do diesel importado até o final de maio. Dessa quantia, a União se dispõe a assumir R$ 0,60, enquanto o restante ficaria a cargo dos estados. Essa proposta surge após uma sugestão anterior de zerar o ICMS sobre a importação de diesel, a qual não foi bem recebida pelos governadores.

Esse tema crucial será discutido na reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), agendada para a mesma data em São Paulo. Nesse encontro, autoridades do Ministério da Fazenda e secretários de Fazenda das 27 unidades da Federação se reúnem para avaliar as melhores soluções para o desafio enfrentado no setor de combustíveis. Entre os participantes estão o secretário-executivo da Fazenda e o secretário especial da Receita Federal.

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