Alckmin Apoia Tarifa Global de 15% de Trump, Destacando Vantagens para Exportações do Brasil e Equilíbrio Comercial

Em uma recente declaração, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, elogiou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar uma tarifa global de 15% sobre importações, considerando-a uma oportunidade positiva para o Brasil. Alckmin fez esses comentários durante a cerimônia de lançamento da Campanha da Fraternidade no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.

De acordo com Alckmin, a padronização da tarifa cria um ambiente de concorrência mais equilibrado, especialmente para produtos brasileiros que, anteriormente, enfrentavam taxas mais elevadas do que as de outras nações. Com a introdução dessa nova alíquota, o Brasil poderá conquistar uma fatia maior do mercado norte-americano, especialmente no que diz respeito à exportação de produtos industrializados.

O presidente em exercício também sublinhou a importância de que as cobranças sejam justas. Ele destacou que, atualmente, a tarifa média de entrada de produtos dos EUA no Brasil é de apenas 2,7%, sugerindo que a nova tarifa poderia nivelar o campo de jogo para os produtos brasileiros.

Adicionalmente, Alckmin mencionou que a tão aguardada visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, agendada para março, poderá facilitar o estabelecimento de um diálogo mais amplo entre os dois países. Ele enfatizou que os Estados Unidos, apesar de serem o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, desempenham um papel crucial por serem importadores de bens de maior valor agregado, como maquinários e produtos manufaturados.

Por outro lado, o presidente em exercício manifestou sua apreensão em relação às investigações comerciais que estão sendo conduzidas contra o Brasil, as quais incluem questionamentos sobre o sistema de pagamentos Pix. Alckmin assegurou que todos os pontos seriam esclarecidos e abordados nas negociações futuras.

Com essas declarações, Alckmin não apenas ratificou a posição do Brasil em um cenário de comércio global, como também se colocou como um interlocutor ativo nas discussões comerciais que podem definir as relações bilaterais nos próximos anos.

Sair da versão mobile