De acordo com Alckmin, a padronização da tarifa cria um ambiente de concorrência mais equilibrado, especialmente para produtos brasileiros que, anteriormente, enfrentavam taxas mais elevadas do que as de outras nações. Com a introdução dessa nova alíquota, o Brasil poderá conquistar uma fatia maior do mercado norte-americano, especialmente no que diz respeito à exportação de produtos industrializados.
O presidente em exercício também sublinhou a importância de que as cobranças sejam justas. Ele destacou que, atualmente, a tarifa média de entrada de produtos dos EUA no Brasil é de apenas 2,7%, sugerindo que a nova tarifa poderia nivelar o campo de jogo para os produtos brasileiros.
Adicionalmente, Alckmin mencionou que a tão aguardada visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, agendada para março, poderá facilitar o estabelecimento de um diálogo mais amplo entre os dois países. Ele enfatizou que os Estados Unidos, apesar de serem o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, desempenham um papel crucial por serem importadores de bens de maior valor agregado, como maquinários e produtos manufaturados.
Por outro lado, o presidente em exercício manifestou sua apreensão em relação às investigações comerciais que estão sendo conduzidas contra o Brasil, as quais incluem questionamentos sobre o sistema de pagamentos Pix. Alckmin assegurou que todos os pontos seriam esclarecidos e abordados nas negociações futuras.
Com essas declarações, Alckmin não apenas ratificou a posição do Brasil em um cenário de comércio global, como também se colocou como um interlocutor ativo nas discussões comerciais que podem definir as relações bilaterais nos próximos anos.







