De acordo com Renee Oliveira, médico infectologista e chefe do Gabinete Estadual de Combate às Doenças Infectocontagiosas da Sesau, a elevação das temperaturas acelera o ciclo de vida do mosquito, desde o ovo até a fase adulta, encurtando esse processo para um período que pode variar de sete a dez dias. “O verão, com suas características de calor e umidade, favorece essa rápida transformação, resultando em um aumento significativo da população de mosquitos e, consequentemente, na incidência de dengue”, explica.
As práticas preventivas continuam sendo a principal estratégia para combater o Aedes aegypti. Limpezas frequentes de calhas, vasos de plantas e quintais, com a eliminação de água parada, são fundamentais. A participação da população no recebimento dos agentes de saúde para vistoria de possíveis focos também é vital. Além dessas ações, a vacinação surge como um reforço importante, estando disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos na Região Metropolitana de Maceió. No entanto, as autoridades ressaltam que a imunização é uma medida complementar e não substitui os cuidados preventivos tradicionais. A combinação de esforços coletivos e individuais é crucial para reduzir a incidência da dengue durante o verão.
