O evento, conduzido pelo reitor da Uneal, Odilon Máximo de Morais, destacou a importância desses honrados títulos, os quais simbolizam o reconhecimento da luta contínua e necessária por uma sociedade mais justa e igualitária. Em sua fala, Máximo enfatizou o significado deste reconhecimento não apenas para a universidade, mas para toda a população de Alagoas e do Brasil, ressaltando a relevância de honrar e valorizar a cultura afro-brasileira e as inúmeras contribuições do povo negro à sociedade.
A proposição dos títulos partiu do professor Clébio Correia de Araújo, responsável pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Uneal, que formalizou a indicação e fez a elogiada petição diante dos membros do Conselho Superior da instituição. Durante a solenidade, destacou a importância do Quilombo dos Palmares como um símbolo de resistência e a dimensão histórica de realizar a cerimônia naquele lugar.
Makota Célia Gonçalves veio de Minas Gerais para receber o título e emocionadamente expressou a felicidade em ver sua luta antirracista e contra o racismo religioso reconhecida de forma tão significativa. Ela ressaltou a importância de continuar batalhando por um Brasil livre do racismo. Esse reconhecimento público aponta para um progresso na valorização do trabalho de líderes que há décadas se dedicam a essa causa, refletindo um momento de esperança e transformação.
O evento contou com a presença de figuras notáveis, como o secretário de Estado de Governo de Alagoas, Vitor Pereira, e a coordenadora Nacional da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Mãe Nilse de Iansã, entre outros. Ao final, a cerimônia deixou no ar a sensação de que a luta contra o racismo no Brasil, embora ainda desafiadora, segue firme e se fortalece com atos de reconhecimento e reverência como este.






