Em Alagoas, a situação é crítica. O infarto agudo do miocárdio, que está diretamente relacionado à pressão alta, é responsável por, em média, quatro óbitos diários. Apenas nos primeiros três meses de 2024, 371 mortes ocorreram por esta razão no estado. Complementando esses dados, a Pesquisa Vigitel do Ministério da Saúde aponta que 26% da população de Maceió sofre com hipertensão. Além disso, a Secretaria Estadual de Saúde destaca uma preocupante baixa adesão ao tratamento, com apenas 30% dos pacientes controlando adequadamente a doença.
O bioquímico Marden Ferraz, do CPML/Uncisal, destaca a importância dos exames laboratoriais na gestão da hipertensão. Esses exames são cruciais para verificar se a doença está causando danos a órgãos vitais, como rins e vasos sanguíneos. Testes como o de creatinina, ureia e perfil lipídico ajudam a avaliar a função renal e os níveis de colesterol, que estão associados ao risco de infarto.
A unidade do CPML desempenha um papel vital na rede pública de Alagoas, realizando entre 80 e 100 atendimentos ambulatoriais diariamente, além de processar amostras de diversas fontes. Segundo Ferraz, a prevenção e o monitoramento regular são fundamentais para evitar complicações como AVC e infarto, com a frequência dos exames determinada pelo perfil de risco de cada paciente.
Adicionalmente, especialistas apontam que mudanças no estilo de vida são cruciais para o controle da hipertensão. A prática de exercícios, redução do consumo de sal, cessação do tabagismo e uma alimentação balanceada são recomendadas para reduzir os índices alarmantes de mortalidade relacionados à doença no estado.
