ALAGOAS – Técnicos da Setrand Promovem Capacitação em Endereçamento Postal na Ufal, Destacando Direitos Fundiários em Favelas

Na última quarta-feira, dia 3 de junho de 2026, técnicos da Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand) destacaram-se em um evento relevante na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Ocorrendo nas instalações do Centro de Engenharias e Ciências Agrárias, a Semana da Engenharia Cartográfica e de Agrimensura foi palco para uma palestra esclarecedora sobre o programa “Endereçamento Postal”.

O evento, que contou com a colaboração da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, tinha como foco a integração entre geotecnologias e a sociedade, abordando temas como endereçamento postal e a regularização fundiária em áreas carentes. Essa iniciativa visa transformar a maneira como comunidades marginalizadas são contempladas em termos de identificação oficial e acesso a serviços básicos.

Na palestra, os técnicos da Setrand, em conjunto com o Laboratório de Regularização Fundiária (LAR) do Ceca, apresentaram projetos que aliam mapeamento e ações práticas de campo. Tais iniciativas são fundamentais para garantir direitos à terra e à moradia digna, possibilitando um desenvolvimento social mais justo e equitativo.

Andreia Estevam, secretária especial de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Setrand, destaca a importância dos endereços como elemento de cidadania, ressaltando que eles são “a porta de entrada para a cidadania, garantindo identidade e acesso a oportunidades”.

O programa “Endereçamento Postal – Um Endereço para Chamar de Seu” busca atribuir oficialmente nomes a vias e números a imóveis em comunidades de baixa renda, criando Códigos de Endereçamento Postal (CEP) adequados. Essa medida visa confrontar o apagamento social resultante da ausência de identificação oficial, possibilitando o acesso a documentação essencial para serviços básicos e oportunidades de emprego.

A iniciativa da Setrand, portanto, não só contribui para a urbanização e planejamento territorial, mas também fortalece o vínculo das comunidades periféricas com seus direitos fundamentais, promovendo assim a inclusão social e econômica.

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