O evento ocorreu na Escola Indígena Estadual José Máximo de Oliveira e reuniu um público diverso, incluindo estudantes, professores, famílias, lideranças indígenas e profissionais da rede de proteção social. A programação incluiu atividades educativas e culturais, além de esforços de conscientização voltados à proteção e garantia dos direitos da infância e adolescência.
Entre os presentes, estavam a secretária de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Kátia Born; a secretária de Estado da Primeira Infância, Caroline Leite; e a secretária de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência, Francine Albuquerque. Esta ação colaborativa do governo de Alagoas demonstra um compromisso intersetorial com a proteção dos jovens, especialmente em comunidades tradicionais.
Para Kátia Born, iniciativas desta natureza são fundamentais para fortalecer a rede de proteção e aproximar as políticas públicas das comunidades. “Nosso compromisso é garantir que a rede de proteção alcance todos os territórios, respeitando cada povo e assegurando que nossas crianças e adolescentes cresçam protegidos e acolhidos”, afirmou.
As atividades foram conduzidas tanto pela manhã quanto pela tarde, respeitando as tradições culturais da comunidade indígena. O evento começou e terminou com a tradicional Roda de Toré, manifestação cultural dos Wassu Cocal, ressaltando a identidade indígena e promovendo a integração comunitária.
Lideranças locais, como Ketty Wassu, destacaram o impacto positivo da iniciativa. “Cuidar das nossas crianças significa preservar nossa cultura e práticas”, declarou. As crianças e adolescentes participaram de atividades conduzidas pela psicóloga Edneide da Silva, que incluiu apresentações culturais, brincadeiras educativas e oficinas de fortalecimento de vínculos e prevenção de violências.
Dentre os pontos altos da programação estava o momento “Faça Bonito”, símbolo nacional da campanha contra a violência sexual infantil, e a oficina “Infância Feliz e Protegida”, que promoveu reflexões importantes sobre direitos infantis.
As atividades não só educaram, mas também destacaram a importância do papel das famílias, das escolas e das redes de proteção na identificação e combate a abusos e negligências, reforçando o compromisso do Maio Laranja em Alagoas com a proteção integral e o fortalecimento das redes de cuidado nos territórios indígenas.
