O encontro aconteceu na Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sedics) e reuniu representantes do governo e do setor energético. A Algás, que tem o Governo do Estado como principal acionista, apresentou seu plano de investimento para o período de 2023 a 2028. De acordo com o assessor da Diretoria Administrativa Financeira da empresa, Artur Mergulhão, já está em construção um gasoduto que ligará a Cidade Universitária ao bairro de Cruz das Almas, representando um investimento de R$ 20 milhões. Além disso, estão previstas expansões para Arapiraca, Litoral Norte e Litoral Sul, totalizando 169 quilômetros de rede implantada até 2028.
O objetivo da Algás é não apenas melhorar e ampliar sua infraestrutura, mas também aumentar sua base de clientes. Segundo Mergulhão, a expectativa é atrair mais consumidores para o uso do gás natural como fonte de energia.
Durante a reunião, também foram realizadas palestras para tratar de temas relevantes para o setor energético. A engenheira Suely Quintela apresentou as atividades da Gerência de Regulação de Energia Elétrica da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), com foco em ações preventivas baseadas em evidências. Já o presidente da Associação Nordestina de Energia Solar (Anesolar), Daniel Lima, abordou a relação entre a Lei 14300/2022 e a Resolução 10/59/2023, buscando apoio para uma legislação que atenda às necessidades do setor e promova o desenvolvimento sustentável do estado.
O Conselho Estadual de Política Energética, criado pela Lei Estadual nº 6.878, é um órgão colegiado e consultivo ao Governo de Alagoas. Sua função é assessorar e deliberar sobre políticas públicas relacionadas à energia, com foco no desenvolvimento regional e nacional. O principal objetivo do conselho é acompanhar e planejar a matriz energética de Alagoas, levando em consideração o potencial das diferentes fontes de energia e promovendo a integração dos segmentos do setor.
A reunião do Cepe foi uma oportunidade importante para discutir melhorias e investimentos no setor energético em Alagoas. A expectativa é que as ações discutidas tragam avanços significativos para a matriz energética do estado, contribuindo para o seu desenvolvimento econômico e sustentável.







