Os dados referentes a maio de 2026 revelam que 4.500 famílias alagoanas se desligaram do programa, com Maceió liderando essa mudança, somando 1.023 desligamentos. Outras cidades como Arapiraca, com 316, e Penedo, com 135, também registraram números expressivos, demonstrando que a melhoria na qualidade de vida não é uma exclusividade da capital. Delmiro Gouveia e Rio Largo também se destacam no processo, com 110 e 105 famílias, respectivamente, encerrando sua participação no programa.
Além de Maceió, a lista dos dez municípios com mais desligamentos inclui Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Pilar, Girau do Ponciano e Marechal Deodoro, que também vivenciam essa fase de superação.
A nível nacional, o Brasil comemora um aumento ainda mais alarmante, com 5,1 milhões de famílias deixando o Bolsa Família no mesmo período mencionado, um reflexo direto das melhorias econômicas em diversas regiões do país. Os estados que apresentaram os maiores números de desligamentos foram São Paulo, com 745,6 mil, seguido pelo Distrito Federal e Bahia. Esse fenômeno também se reflete nas capitais, onde São Paulo se destaca novamente, ao registrar 7.312 desligamentos em maio de 2026.
Uma inovação no programa, a Regra de Proteção, permite que famílias que superem o limite de R$ 218 por pessoa continuem recebendo metade do benefício por até 12 meses, desde que sua renda per capita permaneça abaixo de R$ 706. Essa medida facilita a transição para um cenário de maior estabilidade econômica, reforçando o estímulo à formalização e à busca por empregos.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que 80% das novas vagas com carteira assinada no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por indivíduos registrados no Cadastro Único. Essa estatística refuta argumentos sobre a falta de interesse por parte dos beneficiários em buscar trabalho, conforme destacado pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, que salienta que o novo modelo do programa é um incentivo à inclusão no mercado de trabalho. Além disso, estudos recentes apontam que a renda dos mais pobres cresceu 10,7% em 2025, superando a média nacional, evidenciando que o caminho para a melhoria das condições de vida está sendo trilhado.





