Alagoas registra maior taxa de analfabetismo do Brasil em 2025, com 13,1% da população de 15 anos ou mais sem capacidade de leitura e escrita.

Em 2025, Alagoas alcançou um índice alarmante de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais, registrando 13,1%. Esse número, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, não só é o mais alto do Brasil, mas também se equipara ao percentual identificado no Piauí, ambos bem acima da média nacional de 4,9%. Além disso, o estado destacou-se negativamente ao apresentar a segunda maior taxa de analfabetismo entre os idosos de 60 anos ou mais, com 35,1%. Esse índice é superado apenas pela taxa do Piauí, que registrou 35,2%, enquanto a média brasileira para essa faixa etária é de 13,8%.

Na Região Metropolitana de Maceió, a taxa de analfabetismo também se sobressai, atingindo 7,4% na faixa etária de 15 anos ou mais. Apesar desse quadro preocupante, a PNAD Contínua revela um avanço no nível educacional da população alagoana. O número médio de anos de estudo cresceu significativamente, passando de 7,6 anos em 2016 para 9,1 anos em 2025. Esse aumento de 1,5 ano, contudo, ainda mantém Alagoas nas últimas posições entre os estados brasileiros, uma vez que a média nacional é de 10,4 anos.

Ainda que os dados retratem uma realidade desafiadora, eles também indicam progresso nas gerações mais jovens. As crianças entre 4 e 5 anos apresentam uma taxa de escolarização que chegou a 95,8%, superando a média nacional de 94,9%. O mesmo ocorre entre os alunos de 6 a 14 anos, onde a escolarização é praticamente universal, com uma taxa de 99,4%. Para os adolescentes de 15 a 17 anos, a escolarização alcançou 93,2%, alinhando-se à média do Brasil.

Entretanto, a permanência dos jovens nos níveis mais elevados de ensino continua sendo um desafio. Apenas 75,3% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam matriculados no ensino médio na idade adequada, número inferior à média nacional de 80,6%. Para a faixa etária de 18 a 24 anos, apenas 19,4% frequentavam o ensino superior, muito aquém da média brasileira de 28,8%.

Esses dados ressaltam a herança histórica de baixa escolaridade e analfabetismo, especialmente entre a população mais velha. Contudo, o panorama se mostra mais otimista nas gerações mais jovens, evidenciando avanços significativos no acesso à educação básica. Contudo, as dificuldades em concluir etapas educacionais e acessar o ensino superior ainda permanecem, como aponta um especialista em disseminação de informações do IBGE em Alagoas.

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