O atendimento especializado da RAV abrange várias formas de violência, incluindo física, moral, psicológica, patrimonial, negligência e abandono. Segundo o balanço apresentado, os principais agressores são cônjuges e ex-cônjuges, contabilizando 260 e 179 casos, respectivamente. A faixa etária mais afetada é a de mulheres entre 30 e 59 anos, com 418 atendimentos, seguida por aquelas entre 18 e 29 anos, com 245 casos. Notavelmente, entre as mulheres atendidas, 107 apresentavam algum tipo de transtorno ou deficiência.
A gerente da RAV, Thaylise Nunes, destaca o papel crucial das Salas Lilás, locais humanizados que operam todos os dias da semana para atender mulheres em situação de violência. “A RAV disponibiliza portas de acolhimento para as mulheres alagoanas que sofrem ou sofreram algum tipo de violência. Nossas equipes recebem essas mulheres com todo acolhimento que precisam, para que elas se sintam seguras”, afirmou Nunes.
Além do Hospital da Mulher (HM) em Maceió, as Salas Lilás estão presentes em outras instituições estratégicas. Na capital, os atendimentos também ocorrem no Hospital Geral do Estado (HGE) e no Complexo de Delegacias Especializadas. No interior, os serviços estão disponíveis no Hospital Regional do Norte (HRN) em Porto Calvo, no Hospital de Emergência do Agreste (HEA) em Arapiraca, e no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Delmiro Gouveia.
Durante o mês de agosto, a RAV continuará a expandir suas ações através de diversas atividades, incluindo oficinas, palestras e encontros, voltadas para profissionais de Saúde, Segurança Pública, Assistência, Educação e a sociedade civil. O objetivo é intensificar a conscientização sobre a violência doméstica e familiar e promover os serviços que a RAV oferece.
Nunes ainda ressalta que esta luta não se restringe ao mês de agosto. “A nossa luta acontece em todos os meses do ano, não apenas no mês alusivo ao Agosto Lilás. O objetivo da Rede de Atenção às Violências é que essas mulheres consigam quebrar o ciclo de violência e ter os seus direitos garantidos”, concluiu.
Com uma abordagem integrada e ações persistentes, a Rede de Atenção às Violências reforça seu compromisso em combater a violência contra a mulher e garantir um atendimento digno e eficaz para todas as vítimas.
