Entre janeiro e maio, foram efetuados 1.970 encaminhamentos para Comunidades Terapêuticas, um passo crucial no tratamento e reinserção social dos usuários. Destes, 1.881 eram homens e 89 eram mulheres, mostrando um predomínio masculino na busca por tratamento. O álcool foi identificado como a substância mais mencionada nos atendimentos, reforçando a necessidade de intensificar campanhas de prevenção e conscientização sobre seus impactos nocivos.
Segundo a coordenadora da Rede Acolhe, Julyanna Lima, o apoio vai além dos encaminhamentos. “Trabalhamos para entender a realidade de cada indivíduo, envolvendo a família quando necessário e elaborando um plano de atenção personalizado.” Este cuidado humanizado é um dos pilares do projeto, que busca oferecer novas oportunidades de vida aos impactados pela dependência.
O secretário de Estado de Prevenção à Violência, Ricardo Dória, reforçou que a Rede Acolhe é uma linha vital para muitos alagoanos. Ele destacou o papel crucial do programa em oferecer esperança e reconstituir laços familiares, além de sua eficácia em salvar vidas.
A Rede Acolhe mantém suas portas abertas àqueles que necessitam de apoio, com atendimento presencial em Maceió e Arapiraca, disponível tanto por demanda espontânea quanto por encaminhamento de redes sociais e de saúde. Esta iniciativa é um exemplo de política pública centrada na dignidade e recuperação dos cidadãos.
