“Aqui Não Entra Luz”, galardoado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com os prêmios de Melhor Direção e Melhor Filme, aborda de forma íntima e política as heranças da escravidão no Brasil. O filme conduzido por Karol Maia explora os estados que mais receberam mão de obra escravizada, investigando como as moradias e os espaços urbanos foram historicamente pensados para perpetuar hierarquias sociais e raciais.
A sessão também contará com a exibição do curta alagoano “Riacho Doce”, de Vanessa Mota. O filme retrata as mudanças urbanas e sociais em um dos bairros mais antigos de Maceió, destacando a resistência e a preservação de práticas tradicionais. Através da narrativa sensível, o curta apresenta as histórias das casas de farinha e das receitas passadas por gerações de mulheres matriarcas.
Os dois filmes dialogam sobre memória, território, e resistência, oferecendo ao público uma reflexão profunda sobre as desigualdades que ainda marcam a vida das mulheres brasileiras. Organizada em parceria com o cineclube Cangacine e com o apoio da Embaúba Filmes, a exibição é parte do Circuito Embaúba, que busca levar obras cinematográficas a espaços independentes por todo o país.
Além de ampliar o acesso ao cinema nacional em regiões interioranas, a iniciativa visa promover a troca cultural e fortalecer as comunidades locais. A entrada para a sessão é gratuita, mas está sujeita à lotação do espaço. Projetos como o Punho Cineclube, viabilizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, demonstram o poder das artes em enriquecer e conectar comunidades diversas por meio da cultura e da memória coletiva.
