Idealizado pela parceria entre a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), a Academia Alagoana de Letras e o Tribunal de Justiça, o Café Literário se estabeleceu como um modelo de boas práticas direcionadas à ressocialização de apenados. A iniciativa, que recebeu destaque do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como um exemplo a ser seguido, é um marco na utilização da literatura como ferramenta de transformação e reintegração social.
Desde seu lançamento em maio deste ano, o Café Literário vem demonstrando um impacto significativo no sistema prisional alagoano. A edição de novembro proporcionará aos reeducandos a chance de apresentar uma interpretação artística de uma obra literária frente aos membros da Academia Alagoana de Letras. Nesta ocasião, será prestada uma homenagem ao acadêmico Carlos Méro, com a encenação de seu livro, celebrando a capacidade da literatura em oferecer liberdade e reflexão, mesmo em espaços de confinamento.
Mais do que um evento cultural, o Café Literário representa uma estratégia eficiente de remissão de pena, similar ao projeto ‘Livros que Libertam’. Os participantes têm a oportunidade de resgatar tempo de sua sentença através da leitura e interpretação das obras, incentivando a educação e a consciência crítica. Com a participação de autores alagoanos, as obras são estudadas em clubes de leitura ao longo de 30 dias e culminam em apresentações artísticas que envolvem teatro, música e diálogo.
O secretário de Estado da Ressocialização, Diogo Teixeira, ressalta o papel fundamental de iniciativas como o Café Literário na missão de reintegrar os apenados à sociedade, fazendo de Alagoas um exemplo para outras unidades federativas. A gerente de Educação e Cidadania da Seris, Clarice Damasceno, celebra o sucesso do projeto, que já inspirou outras academias, como a de Joinville em Santa Catarina, a adotarem esse modelo de ressocialização.
A presença dos “imortais” da Academia Alagoana de Letras no contexto carcerário é uma manifestação do potencial transformador da cultura e tem contribuído para o controle e segurança do ambiente prisional, agora estendido ao Presídio Cyridião Durval. Para o presidente da Academia, Alberto Rostand Lanverly, o compromisso colaborativo entre as instituições alagoanas resulta em um impacto social positivo expressivo, destacando o projeto como um orgulho nacional que eleva a educação literária como pilar de transformação pessoal e social.





