O projeto antirracista, utilizando a metodologia do Teatro do Oprimido, criada por Augusto Boal, mobilizou cerca de 20 alunos em um mergulho profundo em oficinas e processos criativos. No entanto, seu impacto ampliou-se, reverberando nas apresentações e debates com mais de 400 espectadores entre Palmeira dos Índios e o município vizinho de Estrela de Alagoas.
Sâmylla Macêdo, uma das jovens integrantes de 17 anos, expressou emoção e orgulho pelo reconhecimento e pela chance de expandir o projeto para além das fronteiras do estado. “O teatro tornou-se uma forma de expressar questões sensíveis de maneira leve e profunda, transmitindo vozes que precisam ser ouvidas e experiências que devem ser compreendidas”, comentou. O projeto também levou a peça “Terra de Alguém” ao Povoado Jurema, destacando o racismo ambiental e a defesa dos territórios tradicionais.
O professor Anderson Gomes, coordenador do grupo, ressalta que o verdadeiro sucesso está no amadurecimento dos alunos, refletido na capacidade de discutir temas essenciais de forma consciente e crítica. Para ele, a seleção evidencia que a escola pública pode ser um berço de conhecimento de qualidade, contribuindo significativamente para os debates sobre educação, cultura e direitos humanos.
A FeNaDANTE, agora em sua oitava edição, tem o objetivo de divulgar pesquisas de pré-iniciação científica realizadas por alunos de diversas partes do Brasil e do mundo. Essa iniciativa busca intensificar o envolvimento dos estudantes com a produção científica, oferecendo uma plataforma para que jovens talentos se destaquem em suas áreas de interesse.





