ALAGOAS – Programa Catamais Alagoas Revela Perfil Socioeconômico dos Catadores de Recicláveis para Políticas Públicas

Programa Catamais Alagoas Apresenta Momentos Importantes para Catadores de Recicláveis

No dia 30 de julho de 2024, às 14:12, a Secretaria do Estado do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq) anunciou os primeiros resultados do Programa Catamais Alagoas, com foco no cadastramento e análise socioeconômica dos catadores de recicláveis no estado. Esse levantamento é uma iniciativa crucial para o desenvolvimento de políticas públicas que visam melhorar a qualidade de vida de trabalhadores independentes e aqueles vinculados a cooperativas.

O recente relatório cobre um período entre 21 de abril e 28 de junho de 2024, mapeando o perfil de 347 catadores na região metropolitana de Maceió. Lucas de Barros, gerente de qualificação da Seteq, sublinhou a relevância deste levantamento, realizado em colaboração com a cooperativa Mãos Verdes. De acordo com ele, a meta é cadastrar um total de 1.840 catadores por todo o estado, permitindo um diagnóstico detalhado do setor.

Entre os principais desafios identificados, destacam-se as altas taxas de analfabetismo e a falta de registro no Cadúnico entre os catadores, questões que precisam de intervenção imediata. "Com os dados em mãos, podemos encaminhar essas informações para outras secretarias e programas de benefícios sociais que o governo oferece", explicou Lucas.

Fora o diagnóstico inicial, a Seteq já prepara ações práticas para agosto, quando iniciará cursos de qualificação e distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). "A capacitação é fundamental para melhorar as condições de trabalho e possibilitar um entendimento claro dos direitos que esses trabalhadores têm. Estas iniciativas contribuirão também para a organização dos processos de reciclagem e comercialização dos materiais", afirmou Lucas.

Os dados preliminares dão um panorama dos catadores em Maceió, que representam 78,39% dos cadastrados. Outros municípios também foram incluídos, como Marechal Deodoro (8,07%), Pilar (6,92%), e União dos Palmares (3,46%). A expectativa é continuar a expandir o cadastramento para outras áreas, especialmente em grandes centros urbanos como Maceió e Arapiraca.

Os números revelam uma predominância feminina entre os catadores (53,9%) e uma faixa etária entre 31 e 60 anos (69%). Cerca de 55% dos catadores não completaram o ensino fundamental, e 27,67% são analfabetos ou analfabetos funcionais. Apenas 15% possuem ensino médio completo.

Em termos de atividades, 98,56% indicaram que a catação é sua principal ocupação, embora 38% também trabalhem em empregos variados como diaristas ou pedreiros. Aproximadamente 54,18% dos catadores trabalham na área há menos de 10 anos, enquanto 37,18% têm entre 10 e 20 anos de experiência. A renda familiar de 67% desse grupo é inferior a R$ 1.500,00, com apenas 12% ganhando acima de R$ 2.000,00.

A pesquisa revelou ainda que uma grande parcela dos catadores desconhece direitos relacionados à profissão (81,3%) e não tem familiaridade com termos como educação ambiental (89,6%) e logística reversa (68,6%).

Para os catadores que ainda não foram cadastrados, a Seteq disponibiliza meios para participação por meio de cooperativas ou contato direto com pesquisadores em campo. Informações adicionais podem ser obtidas através do e-mail catamais.sete@gmail.com.

Em resumo, o Programa Catamais Alagoas é um passo vital para efetivar mudanças significativas nas vidas desses trabalhadores, abordando desde a qualificação profissional até melhoras nas condições socioeconômicas.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo