Desde a sua implementação, o programa já beneficiou 438 residentes de Alagoas, proporcionando atendimentos de emergência através de uma rede assistencial que integra hospitais regionais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e instituições especializadas em hemodinâmica, como o Hospital do Coração Alagoano. A utilização de telemedicina se mostra essencial, permitindo um tratamento ágil e coordenado.
De acordo com Carlos Humberto, cardiologista e coordenador do Bate Coração, a iniciativa surgiu da necessidade de enfrentar a alta taxa de mortalidade relacionada ao infarto com supra, que assola o estado de Alagoas. O programa aposta na telemedicina e na rápida intervenção, alinhando equipes de saúde preparadas para implementar procedimentos como a trombólise e a angioplastia primária. As histórias de Inácio Jorge Muniz e Maria de Fátima, pacientes que tiveram suas vidas salvas graças à rapidez no atendimento, ilustram o impacto positivo do programa.
Inácio, por exemplo, recebeu atendimento imediato ao apresentar sintomas de infarto, sendo submetido a trombólise na UPA de Penedo e subsequentemente transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE) para cateterismo. Já Maria de Fátima, após um susto durante as festas de fim de ano, foi assistida no Hospital do Coração Alagoano, recebendo acolhimento humano e eficaz que a permitiu retornar ao convívio familiar.
Para Gustavo Pontes, secretário de Estado da Saúde, o programa também se tornou uma referência nacional, despertando o interesse de outros estados e até mesmo de países como Uruguai e Japão. Com parcerias estratégicas em 28 unidades de saúde, o Bate Coração continua a investir em inovação e capacitação para garantir que os pacientes voltem rapidamente para suas famílias, assegurando assim um atendimento que vai além da técnica, promovendo acolhimento e humanidade.






