O drama de Amara teve início em sua residência no bairro Benedito Bentes. Logo pela manhã, ela começou a sentir tontura, além de perceber alterações motoras, incluindo dormência na mão e perna esquerdas e dificuldade para movimentar a boca. Diante desses sintomas, sua filha a levou imediatamente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Na UPA, a equipe médica rapidamente suspeitou de um AVC e acionou o Programa AVC Dá Sinais. Esta iniciativa integra o Sistema Público de Saúde do Estado por meio de uma plataforma digital que permite o compartilhamento instantâneo de informações com especialistas, acelerando a tomada de decisões e transferências de pacientes.
Ao chegar ao Hospital Geral do Estado (HGE), Amara passou por exames que confirmaram o diagnóstico e guiaram a equipe na escolha da trombólise como tratamento. A neurologista Juliana Almeida destacou que a rápida transferência e intervenção foram fundamentais para o sucesso do procedimento, utilizado para dissolver o coágulo que interrompia o fluxo sanguíneo no cérebro.
Amara foi então encaminhada à Unidade de AVC do HGE, onde recebeu cuidados contínuos de uma equipe multiprofissional, que inclui médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, todos focados na reabilitação precoce. Miquéias Damasceno, diretor médico da unidade, ressaltou a importância do acompanhamento integral oferecido pelo SUS, desde o atendimento inicial até a recuperação.
O AVC, sendo uma das principais causas de morte e incapacidade, exige atenção aos sinais de alerta: boca torta, dificuldade na fala, perda de força em um dos lados do corpo, entre outros. A identificação rápida desses sintomas e a busca imediata por atendimento médico são vitais. Além disso, os especialistas enfatizam a importância de controlar fatores de risco, como hipertensão, diabetes, e hábitos de vida que incluem tabagismo e sedentarismo, para prevenir essa grave condição de saúde.
