Essas ocorrências são de notificação compulsória no Brasil, desempenhando um papel vital no planejamento em saúde pública. A violência interpessoal refere-se ao uso de força contra outras pessoas, enquanto a violência autoprovocada abrange tentativas de suicídio e autoagressão. A intoxicação exógena, por sua vez, muitas vezes se manifesta como um método de autoagressão, através do uso inadequado de medicamentos ou substâncias nocivas.
Sob a condução da Gerência de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (Gedant), a capacitação destacou a importância do preenchimento qualificado das fichas de notificação e investigação, passo essencial para a obtenção de dados precisos que subsidiem intervenções mais eficazes. As definições de caso e o perfil epidemiológico local foram apresentados para incrementar o conhecimento dos participantes.
Renata Tenório, gerente da Gedant, ressaltou a importância desse encontro: “Nossa equipe esteve presente no município para promover um diálogo aberto e entender a realidade local. Esse contato é fundamental para apoiarmos o processo de notificação e investigação, garantindo que as intervenções sejam mais assertivas e eficazes”.
A sessão instruiu os participantes não apenas sobre os aspectos técnicos, mas também incentivou uma troca de experiências, promovendo um espaço de escuta ativa e colaboração. A capacitação é vista como um passo indispensável para a melhoria da resposta do sistema de saúde às violências e intoxicações, que, embora silenciosas em alguns locais, representam desafios significativos para a saúde pública.
