Segundo informações, as primeiras investigações apontaram uma possível ligação entre a ração consumida pelos equinos e os sintomas agudos observados. Exames prévios realizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) já haviam detectado a presença de monocrotalina, um composto tóxico do grupo dos alcaloides pirrolizidínicos. A diligente equipe de perícia, liderada pela médica-veterinária Jana Kelly, está verificando a presença de outros contaminantes potenciais na ração, enquanto aguarda a chegada de reagentes importados para concluir os exames.
A investigação segue protocolos rigorosos de cadeia de custódia, assegurando que as amostras sejam adequadamente identificadas e armazenadas para análises minuciosas. Além da coordenação de Jana Kelly, a equipe conta com a expertise dos peritos criminais Marcelo Velez, Amanda Lemes e Vinicius Rabelo, assistidos pelo auxiliar de perícia André Lira. A conclusão do laudo pericial é essencial não apenas para o encerramento do inquérito, mas também para possíveis medidas judiciais contra a empresa responsável pela ração, que enfrenta acusações de negligência com consequências financeiras expressivas para os criadores.
A nota técnica nº 19/2025 do MAPA, que fundamentou o inquérito, destaca a gravidade da situação, apontando para um caso que pode estabelecer importantes precedentes na regulamentação e fiscalização de produtos destinados ao consumo animal no Brasil. Enquanto aguardam os resultados laboratoriais, os proprietários dos animais continuam em busca de justiça e de respostas para a inesperada tragédia que abalou a região.





