As celebrações de junho, partes fundamentais do patrimônio cultural nordestino, reúnem tradições, música e convivência familiar. No entanto, o uso imprudente de fogos pode transformar o momento de alegria em tragédia. O perito criminal Gerard Deokaran, do Instituto de Criminalística do Agreste, enfatiza a importância de verificar a procedência dos produtos antes de adquiri-los. “Os fogos devem ser comprados apenas em locais autorizados e fiscalizados. O comércio precisa estar cadastrado junto ao Exército Brasileiro, responsável pela fiscalização”, afirma.
A comercialização irregular é um grande risco, pois produtos armazenados de maneira inadequada ou com composição alterada podem causar acionamentos inesperados ou até mesmo explosões. Em Alagoas, a Lei nº 9.146/2024 proíbe a queima e comercialização de fogos que produzam ruídos intensos, visando proteger pessoas vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com TEA e animais.
Seguir as instruções do fabricante é vital para evitar tragédias. Itens como manuseio adequado, acendimento e distância devem ser observados com rigor. “Desobedecer às instruções pode resultar em acidentes graves”, reforça Deokaran.
Um dos perigos mais significativos está na modificação dos artefatos. Alterar fogos para criar novos efeitos representa um alto risco de queimaduras e explosões, conforme relatado pelo perito. Durante o período junino, muitos atendimentos hospitalares são causados por queimaduras e lesões que poderiam ser evitadas com medidas simples de precaução.
A Polícia Científica aconselha a compra de fogos somente em locais autorizados, a adesão às recomendações dos fabricantes e a supervisão constante de crianças. A conscientização da população é crucial para garantir que as celebrações sejam seguras e que a tradição permaneça sem riscos para a vida.
