O foco principal das capacitações foi otimizar o atendimento, melhorando os fluxos de assistência e garantindo maior agilidade na resposta aos casos de violência contra a mulher. As formações foram conduzidas por especialistas de renomados institutos, como o Geni e Natura, além de psicólogos do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam). Uma das profissionais do Ceam destacou que o objetivo das capacitações é promover um atendimento humanizado e ético, baseado em leis como a Lei Maria da Penha, evitando a revitimização das mulheres atendidas.
As etapas do programa incluíram a abordagem de conteúdos chave para a compreensão das dinâmicas de violência, como os tipos de violência, o funcionamento da rede de proteção, e a escuta qualificada. Está sendo promovida, através desses ensinamentos, uma postura empática e ética por parte dos profissionais, essencial para a acolhida segura e eficaz das vítimas.
A superintendente de Políticas para Mulheres, Izabelly Keline, afirmou que a expectativa é diminuir os processos de revitimização e prevenir a violência, vislumbrando assim uma redução nos índices de feminicídio em Alagoas. A evolução do programa inclui a seleção de representantes de cada município participante, que serão treinados para replicar a política do Alagoas Lilás em suas regiões.
O Alagoas Lilás, instituído em 2025, é um marco no Brasil por ser a primeira política pública estadual permanente dedicada ao enfrentamento da violência doméstica contra a mulher, demonstrando o compromisso do estado com a redução da violência e a promoção de um atendimento mais eficiente e humanizado.







