O encontro serviu como um espaço seguro para que as mães pudessem expressar suas experiências de exaustão, medo e renúncias que muitas vezes fazem parte de suas rotinas diárias. Segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Alagoas possui mais de 33 mil pessoas diagnosticadas com TEA, representando cerca de 1,1% da população total. Este cenário reforça a importância de políticas públicas que ofereçam suporte emocional e informações essenciais para auxiliar as famílias.
A Lei Estadual nº 9.413/2024, que institui a Política Pública de Apoio aos pais ou responsáveis legais de pessoas autistas em Alagoas, também foi um tema central discutido no evento. A diretora do centro, Arly Rijo, enfatizou que o espaço não é apenas um local de atendimento, mas também um refúgio para essas mães que frequentemente carregam pesados fardos emocionais e financeiros.
Francine Bonfim, secretária de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência, destacou a necessidade de reconhecimento e valorização do papel dessas mulheres, que muitas vezes vivem jornadas múltiplas de cuidado.
A programação incluiu a participação de Vanessa Menezes, coordenadora da Secdef, que abordou as dificuldades emocionais enfrentadas pelas mães de pessoas com TEA. A professora Kátia Spencer compartilhou sua pesquisa sobre a sobrecarga enfrentada por essas mães durante a pandemia, destacando a urgência de ouvir e validar suas experiências.
Este evento é um passo significativo no fortalecimento das redes de apoio e no reconhecimento das necessidades das mães que dedicam suas vidas ao cuidado dos filhos com deficiências.





