ALAGOAS – “Pais Inspiram Filhos Militares: Histórias de Dedicação e Escolhas Profissionais em Família”

No entrelaçado da vida militar e os valores familiares, encontramos histórias que inspiram e emocionam. Este ano, no segundo domingo de agosto, comemorando o Dia dos Pais, destacamos relatos de dedicação e sacrifício das famílias de policiais militares, cuja influência paterna moldou futuros que se integraram às fileiras da segurança pública de Alagoas.

O exemplo clássico vem do sargento da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL), José Maurício Oliveira. Ao longa de sua carreira, tornou-se uma referência que seus três filhos – Vagner, Vanessa e Jéssica – decidiram seguir. Atualmente na reserva remunerada, o sargento reflete sobre como sua trajetória, repleta de desafios e privações, inspirou seus filhos a ingressarem no militarismo.

“Há alguns anos, as dificuldades para educar uma criança eram maiores. Com poucos recursos, precisei vencer privacidades e fazer sacrifícios. Minha maior preocupação sempre foi proporcionar oportunidades para que meus filhos crescessem como pessoas honestas e de bom caráter. Eles fizeram mais do que eu esperava: escolheram ser militares também”, revela Maurício, natural de Viçosa, Alagoas, onde viveu períodos difíceis junto de seus pais e 11 irmãos.

O primogênito, tenente Vagner Martiliano, foi o primeiro a juntar-se à corporação, em 2013. Após passar por um concurso, ingressou como Soldado Combatente e posteriormente foi aprovado no Curso de Formação de Oficiais (CFO). Hoje, é subcomandante da Companhia de Polícia Militar Independente – Ronda de Ação Intensiva Ostensiva (CPMI/Raio). “Minha melhor lembrança de infância é meu pai me levando ao quartel. Cresci naquele ambiente e vê-lo fardado despertou em mim o desejo de seguir seus passos”, conta Vagner, que também é pai do pequeno Gabriel, de três anos.

A irmã mais velha, Vanessa Martiliano, ingressou na PM-AL em 2018 como soldado. Já em 2024, a caçula Jéssica Martiliano completou seu Curso de Formação de Praças do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM-AL). Para ambas, a influência paterna foi decisiva. “Nosso pai nos transmitiu valores como honestidade e dedicação. Eu sempre senti orgulho em dizer que meu pai protegia as pessoas, e isso certamente me motivou a escolher uma profissão que protege e salva”, afirma Jéssica, agora bombeira militar.

Vanessa destaca o carinho e o respeito que sempre receberam: “Nosso pai sempre foi um excelente marido e nos ensinou a importância do respeito às mulheres. Crescemos em um ambiente acolhedor e leve, marcado pelo bom humor dele.”

A trajetória de Soraia Ferreira, cadete do Curso de Formação de Oficiais (CFO), ressalta que a formação de um caráter militar não precisa, necessariamente, vir de um pai policial. Seu pai, Adilson Vieira, dedicou sua vida ao trabalho agrícola na zona rural de Arapiraca para sustentar e educar a filha. “Meu pai trabalhou na roça a vida inteira e sempre me incentivou a estudar. Ele me dizia que eu tinha perfil para a atividade policial”, conta Soraia, cujo percurso ao sucesso foi pavimentado pelo sacrifício dos pais.

A família Ferreira enfrentou longas viagens diárias para que a jovem pudesse frequentar uma boa escola pública em Arapiraca. “Cada gota de suor foi recompensada ao vê-la usando a farda da Polícia Militar”, orgulha-se Adilson. Antes de entrar na PM, Soraia trabalhou como policial penal por sete meses e agora cursa o segundo ano do CFO, aguardando ansiosamente a formatura em 2025.

Essas histórias mostram que, ao lado de grandes policiais, há grandes pais, cuja dedicação e exemplos são a verdadeira força por trás da profissão escolhida por seus filhos.

Sair da versão mobile