O fígado utilizado no transplante foi captado em Sergipe, e a cirurgia ocorreu sem intercorrências, resultando na alta hospitalar no final de outubro. A maceioense se tornou a paciente mais idosa a receber um fígado em Alagoas, e sua recuperação foi considerada ótima, apesar de sua idade avançada.
A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, explicou que a captação do fígado em outro estado é uma prática comum quando não há um receptor compatível na região onde o órgão foi doado. Ela esclareceu que o órgão é então ofertado para a Central Nacional de Transplantes, que realiza a distribuição nacional.
O médico cirurgião Oscar Ferro, coordenador do Serviço de Transplantes de Fígado de Alagoas, comemorou o décimo sexto transplante de fígado realizado no estado. Ele enfatizou a importância da conscientização sobre a doação de órgãos, explicando que a fase pós-operatória de um transplante de fígado é vital para o sucesso e recuperação do paciente.
Além disso, o secretário de Estado de Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, ressaltou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) com relação aos transplantes de órgãos. Ele mencionou que o Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo, mas ainda enfrenta desafios devido à taxa de recusa familiar.
Segundo dados da Central de Transplantes de Alagoas, o estado realizou 86 transplantes este ano, incluindo córnea, fígado e rim. Atualmente, há 441 alagoanos aguardando por um transplante de córnea, 36 por um de rim e seis por um novo fígado. Não há fila de espera para coração.
Maria Lúcia expressou sua felicidade por ter recebido o transplante de fígado e fez um apelo para que mais pessoas se declarem doadoras de órgãos, ressaltando o impacto positivo que essa atitude pode ter na vida de outras pessoas.





