As investigações estão sendo conduzidas pela Seção Especializada de Combate à Lavagem de Dinheiro, parte da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado do estado, sob a supervisão do delegado Igor Diego. A execução da operação ficou a cargo dos delegados José Carlos André dos Santos e Maria Eduarda de Carvalho.
A Justiça, através da 17ª Vara Criminal da Capital de Alagoas, emitiu os mandados e determinou a indisponibilidade dos bens dos envolvidos, buscando ressarcir o prejuízo milionário. Um dos golpes operados pelo grupo é o chamado “golpe do chargeback”, que utiliza maquinetas de cobrança para registrar transações fictícias. Após isso, os fraudadores cancelam as operações, resultando na devolução dos valores pelos bancos, enquanto os recursos já são transferidos para outras contas.
Além das fraudes eletrônicas, a organização utilizava empresas de fachada e “laranjas” para facilitar a lavagem de dinheiro, ocultando a origem e movimentação dos fundos ilícitos. A delegada Maria Eduarda de Carvalho revelou que há suspeitas de que o grupo também esteja envolvido em outros esquemas criminosos, que continuam sob investigação.
O título da operação, “Fio de Ariadne”, remete à mitologia grega, simbolizando a descoberta de um caminho em um labirinto intrincado, refletindo os desafios e complexidade do trabalho investigativo que desvendou a rede financeira do grupo criminoso.
