Os presos incluem uma agente da Polícia Civil e dois sargentos da Polícia Militar, indicando a presença de agentes da lei envolvidos no esquema criminoso. A operação foi coordenada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil, que contou com o apoio de várias divisões da instituição, bem como da Polícia Militar.
Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital e a ação também teve a participação da Corregedoria Geral da Polícia Civil, da Diretoria de Inteligência, da Diretoria de Polícia Judiciária e de outras divisões policiais. Durante a operação, foram apreendidos diversos bens de valor, como carros de luxo, joias, eletrônicos e documentos.
Os suspeitos enfrentam acusações de organização criminosa, peculato, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas de informação. As penas previstas para esses crimes ultrapassam 44 anos de prisão. Além disso, foram bloqueadas as contas bancárias dos envolvidos e seus bens foram sequestrados como parte dos esforços para recuperar o dinheiro desviado dos cofres públicos.
A operação recebeu o nome de Oplatek em referência a uma tradição polonesa que simboliza a divisão e união de uma mesma família, o que irônica e paradoxalmente era o oposto do que os envolvidos estavam fazendo ao cometerem seus crimes. Este episódio evidencia a importância do trabalho das forças de segurança no combate à corrupção e ao crime organizado no país.
