Essa nova estratégia se baseia em uma série de ações coordenadas e no compartilhamento de informações e recursos. A Polícia Científica, com sua expertise técnica e conhecimento em análises laboratoriais, irá trabalhar junto com a Polícia Civil, que traz sua vasta experiência em investigações de campo e capacidade operacional. O Ministério Público, por sua vez, assume um papel de supervisão e coordenação, garantindo que as ações conjuntas sigam padrões legais rigorosos e respeitem os direitos humanos.
A integração entre esses órgãos pretende, entre outras coisas, agilizar o processo de coleta de evidências e permitir uma reação mais rápida e eficiente a novos casos de desaparecimento. Além disso, o uso de tecnologia avançada, como bancos de dados integrados e ferramentas de análise digital, estará no centro dessa estratégia. Compartilhar informações e recursos entre agências deve não apenas acelerar as investigações mas também reduzir a redundância e possíveis falhas de comunicação que possam comprometer a eficácia das buscas.
Mais especificamente, a Polícia Científica contribuirá com exames de DNA, análises forenses e outras investigações laboratoriais que podem ser cruciais para a identificação de pessoas desaparecidas. Já a Polícia Civil, com sua rede de delegacias e equipes de campo, ficará encarregada de atuar em investigações práticas, entrevistas com testemunhas, familiares e a verificação de pistas que possam surgir.
A criação de uma força-tarefa dedicada a casos de desaparecimento é outro pilar fundamental dessa cooperação. Grupos especializados serão formados para tratar exclusivamente desse tipo de ocorrência, permitindo uma abordagem focada e detalhada. Haverá ainda um esforço para conscientizar o público sobre o procedimento correto a ser seguido em casos de desaparecimento, incentivando a denúncia rápida e fornecendo apoio às famílias afetadas.
Essa ação integrada não apenas visa aumentar o índice de resolução de casos, mas também almeja reduzir o tempo necessário para encontrar pessoas desaparecidas. Em última análise, o objetivo é oferecer uma resposta mais humana e eficiente para um problema que afeta profundamente muitas famílias em Alagoas, oferecendo esperança renovada àqueles que aguardam por notícias de seus entes queridos.