De acordo com Barros, a doença provoca danos ao nervo óptico, responsável por transmitir informações visuais ao cérebro. O comprometimento começa pela visão periférica e pode avançar até o centro da visão, o que muitas vezes só é percebido quando já houve uma significativa deterioração visual.
O maior perigo do glaucoma, enfatiza a especialista, é seu caráter insidioso. Muitas pessoas só descobrem a enfermidade após perdas visuais substanciais. Certos grupos estão mais vulneráveis, incluindo indivíduos com mais de 40 anos, aqueles com histórico familiar de glaucoma, pessoas com diabetes, hipertensão ou pressão ocular elevada e, ainda, usuários frequentes de corticóides.
Embora o glaucoma não tenha cura, Fernanda Barros ressalta que o controle é possível mediante diagnóstico precoce e tratamento adequado, o que impede a progressão e ajuda a preservar a visão. A especialista sublinha a importância de exames oftalmológicos regulares como parte essencial para a manutenção da saúde ocular. “Cuidar da visão é cuidar da independência e da qualidade de vida”, conclui, incentivando as pessoas a não esperarem por sinais de deterioração visual para buscar ajuda médica.





