Nos últimos anos, a indústria do tabaco tem adotado novas estratégias para atrair consumidores jovens, investindo em designs modernos e uma vasta gama de sabores que incluem opções como frutas e até bebidas. Essa abordagem visa suavizar a imagem do cigarro eletrônico, mascarando os perigos reais e simulando um hábito aparentemente inofensivo.
Eunice Canuto, coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo da Sesau, destaca que a principal preocupação da indústria é o lucro, sem considerar os impactos na saúde pública. “Os cigarros eletrônicos foram criados para viciar jovens, disfarçando substâncias químicas perigosas”, adverte ela.
É um equívoco pensar que os usuários inalam apenas vapor de água. Na verdade, o aerosol contém nicotina concentrada e solventes químicos que podem desencadear doenças sérias, como a bronquiolite obliterante, também conhecida como “pulmão de pipoca”. Essa condição provoca inflamação nas vias aéreas, dificultando a respiração.
Além disso, a população mais velha já enfrenta problemas de saúde decorrentes do cigarro tradicional, como doenças cardíacas, derrames e diferentes tipos de câncer. Esses problemas não só afetam os pacientes e suas famílias, mas também geram elevados custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Para combater esses desafios, a Sesau conta com 74 Núcleos de Apoio ao Fumante em todo o estado, oferecendo suporte multiprofissional e terapêutico gratuito. Destaca-se a cidade de Arapiraca, com 16 núcleos ativos, sendo uma referência na descentralização desse atendimento.
A expansão desses serviços está prevista, visando apoiar cada vez mais cidadãos na luta contra o tabagismo e seus desdobramentos nocivos, garantindo um acolhimento técnico e humanizado.





