A especialista explicou que a Esclerose Múltipla resulta de um conjunto de fatores, abrangendo predisposições genéticas e influências ambientais. “Fatores como tabagismo, obesidade, deficiência de vitamina D e infecção pelo vírus Epstein Barr podem desencadear a doença em pessoas geneticamente predispostas”, comentou Samyra Melo.
Os sintomas variam, incluindo embaçamento e visão dupla, alterações na força muscular, perda de sensibilidade, problemas de equilíbrio e dificuldades no controle de urina e fezes. O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames como ressonância magnética e pulsão lombar, que descartam outras possíveis causas.
O tratamento divide-se em duas etapas. A primeira visa tratar surtos inflamatórios agudos, enquanto a segunda busca prevenir novos surtos. Melo ressaltou a existência de um ambulatório especializado no Hospital Metropolitano de Alagoas, em Maceió, dedicado aos casos da doença.
A Sesau também garante o fornecimento de medicamentos de alto custo via Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), assegurando suporte contínuo aos pacientes. Desta forma, Alagoas se destaca na atenção aos portadores de Esclerose Múltipla, reforçando o compromisso com a saúde pública.