Nos dias 6 e 20 de setembro, a mostra irá transformar estes bairros em verdadeiros polos de arte, com uma programação rica e diversificada que inclui música, batalhas de rima, artes visuais, e uma feira empreendedora. Estas iniciativas não apenas exploram, mas também reforçam o vasto potencial artístico presente nas áreas marginalizadas da cidade.
A origem do evento remonta ao Projeto Fábrica de Cultura, beneficiado pela Lei Paulo Gustavo, promovendo a capacitação de artistas locais através da produção cultural e de projetos comunitários. A atual edição, apoiada pela Lei Aldir Blanc, conta com a colaboração de várias parcerias comprometidas com o fortalecimento da cena cultural periférica.
A presença de artistas reconhecidos, como a cantora e rapper Arielly Oliveira, traz relevância ao evento. Ela enfatiza a importância de realizar essas ações na periferia, destacando o impacto positivo na autoestima e conscientização da comunidade. A participação de Mc Malok, que integra o reggae à sua expressão artística, ressalta ainda mais a diversidade cultural e a resistência presente nessas comunidades.
Embora as periferias de Maceió sejam frequentemente associadas a estigmas, “Jaça Cria” oferece uma nova narrativa, destacando a riqueza cultural e o talento oculto de suas ruas e vielas. Não se trata apenas de um evento, mas de uma celebração da cultura periférica e da capacidade inata das comunidades de se reinventarem e reafirmarem sua identidade.