De acordo com a nota, o IMA-AL concluiu que a mortandade de peixes não teve relação com o evento da mina 18 da Braskem, ocorrido no dia 10 de dezembro de 2023. As análises realizadas constataram um nível elevado de degradação da laguna, além de outras características preocupantes, como lançamento de efluentes industriais e domésticos, drenagem urbana, presença de agroquímicos e resíduos químicos.
Foi ressaltado que o IMA ampliou o monitoramento e realizou 124 ensaios analíticos entre os dias 11 de dezembro de 2023 e 12 de janeiro de 2024. Para chegar a essa conclusão, as amostras foram confrontadas com dados históricos do próprio IMA, da literatura científica e da pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL)/ Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Segundo a nota do IMA-AL, a mortandade dos peixes está ligada diretamente à degradação da laguna Mundaú, e não apresenta correlações com o evento da Mina 18, embora mereça atenção e acompanhamento contínuo. Como medida de mitigação dos impactos, o instituto vem promovendo ações de educação ambiental, atuando com rigor na fiscalização e monitoramento, e agindo com mais criticidade no licenciamento de empreendimentos que possam causar impacto ambiental no ecossistema lagunar.
Além disso, o IMA-AL reiterou seu compromisso em continuar monitorando a Laguna Mundaú, estendendo a vigilância ao Rio Mundaú e todos os contribuintes da laguna, com o objetivo de conservação e recuperação do Complexo Estuarino Mundaú-Manguaba. Caso ocorra situação a qual os dados apontem para alterações relacionadas à mineração, o instituto não hesitará em adotar medidas cabíveis e divulgar essas informações à sociedade.
Todo o processo de análise e as medidas adotadas destacam o compromisso do IMA-AL com a transparência e a busca pela preservação ambiental, em parceria com as demais instituições, fóruns, conselhos e a sociedade civil.







