De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS), a IX Região de Saúde de Alagoas foi a mais afetada, com 23,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Esse território engloba 14 municípios, sendo todos do Sertão alagoano. Nessas localidades, é comum observar motociclistas pilotando sem capacetes e, em alguns casos, sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Apesar da preocupação com essas estatísticas, houve uma pequena redução de 3,7% em relação ao ano anterior. Ainda assim, as autoridades ressaltam a importância de um comportamento responsável no trânsito para evitar acidentes fatais. A gerente de Vigilância e Controle de Doenças não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Rita Murta, destaca a necessidade de conscientização dos motociclistas sobre o uso de equipamentos obrigatórios, como capacetes.
O perfil das vítimas fatais por acidentes de trânsito em Alagoas aponta que 86% eram homens, com idade entre 20 e 39 anos. Além disso, 40% dos óbitos ocorreram ainda na via do acidente, sem que as vítimas recebessem atendimento médico. O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, ressalta que os acidentes de trânsito podem deixar sequelas graves nos motociclistas, impactando negativamente em suas vidas.
Os principais fatores de risco apontados para acidentes de trânsito são o excesso de velocidade, uso de dispositivos eletrônicos durante a condução, falta de atenção, ingestão de bebidas alcoólicas e a não utilização de itens obrigatórios de segurança, como cintos de segurança e capacetes. A conscientização e a mudança de comportamento dos condutores são fundamentais para garantir um trânsito mais seguro e evitar tragédias nas vias de Alagoas.





