O evento contou com a colaboração de diversas instituições, incluindo a Uncisal, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a Fonoclin e a Universidade Maurício de Nassau (Uninassau). Durante o seminário, foram debatidos temas como políticas públicas, vigilância em saúde e estratégias de cuidado, visando ampliar a abordagem do Sistema Único de Saúde (SUS) em relação às condições de trabalho dos professores e seus impactos na qualidade de vida.
A fonoaudióloga do Cerest, Rayné Melo, uma das organizadoras do evento, destacou a importância da conscientização sobre os problemas vocais enfrentados pelos professores devido ao uso intenso da voz em sala de aula. Ela ressaltou que, com a notificação compulsória dos Distúrbios de Voz Relacionados ao Trabalho (DVRT), é possível dimensionar melhor o problema e desenvolver estratégias de cuidado mais eficazes.
O seminário enfatizou que cuidar da voz dos professores é essencial para garantir a qualidade da educação e a saúde dos trabalhadores. Desde 2024, os DVRTs passaram a ser de notificação compulsória no Brasil, o que tem aumentado a visibilidade do problema e a atuação da vigilância em saúde. Em Alagoas, mais de 1.700 notificações de DVRT já foram registradas, reforçando a necessidade de ações preventivas e diagnósticas.







