ALAGOAS – “Livro de Yalorixá Inspira Projeto de Ressocialização com Leitura em Presídios Alagoanos”

A política de ressocialização em Alagoas tem feito avanços significativos no sistema penitenciário, com iniciativas que transformam vidas e promovem a inclusão social. Um dos marcos recentes é a parceria entre a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e a Imprensa Oficial Graciliano Ramos. A partir de agosto, essa união trará uma contribuição cultural única para os reeducandos.

Com o programa “Livros que Libertam”, que já possibilita a remição de pena através da leitura, novos horizontes se abrem. A obra “Diário de uma Mãe de Santo”, da renomada yalorixá Mãe Neide Oyá d’Oxum, será foco do projeto “Café Literário” no Presídio Cyridião Durval, em Maceió. O livro se destacou na Bienal Internacional do Livro de Alagoas e servirá como ponto de partida para debates e enriquecimento cultural dos apenados.

Ademir Santos, assessor técnico da Seris, revela que os encontros do Café Literário são mensais e proporcionam um espaço para discussão e expressão cultural. Esta iniciativa também se alinha ao direito à assistência religiosa, garantindo que os reeducandos pratiquem suas crenças, fortalecendo a saúde emocional e o conhecimento.

Em uma próxima edição, trinta reeducandos da ala LGBTQIAPN+ discutirão a importância da cultura afro-brasileira, com livros doados pela Imprensa Oficial. Para Mãe Neide, que também é patrimônio vivo de Alagoas, a atividade é uma oportunidade única de levar o Candomblé e suas tradições para dentro dos presídios, auxiliando quem enfrenta estigmas e preconceitos.

Diogo Teixeira, à frente da secretaria, enfatiza que o objetivo do programa é a transformação de vidas e a redução da reincidência criminal, fortalecendo a segurança no estado. Mauricio Bugarim, diretor-presidente da Imprensa Oficial, reforça que a leitura no ambiente prisional não só difunde a cultura, mas também traz consciência e humanidade ao cumprimento da pena. Essa iniciativa promete um impacto duradouro tanto na vida dos reeducandos quanto na sociedade alagoana.

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